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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

INVISIVEIS?



Publicado em 17/05/2008 Luciana Romagnolli JORNAL GAZETA DO POVO


Você provavelmente já ouviu a frase “Curitiba quase não tem negros”. Talvez até a tenha repetido. Mas basta dar uma olhada nos número da população da cidade para perceber que a afirmação é equivocada. Sim, na capital paranaense há negros – e não são poucos. São 682 mil, segundo os dados de 2006 de Curitiba e região metropolitana, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A conta soma pretos (93 mil) e pardos (589 mil), as duas categorias de cor de pele em que se divide a etnia negra no Censo. Como a população total da grande Curitiba é de 3,23 milhões, não é preciso mais do que uma regra de três para concluir: 21% dos habitantes são negros. Um em cada cinco.
Para o sociólogo e historiador Hilton Costa, professor do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da Universidade Federal do Paraná, essa discrepância entre a realidade numérica e o imaginário comum tem uma explicação: a “invisibilização” da população negra na cidade.
“Esse discurso revela-se em práticas cotidianas, na realização de eventos públicos, nos nomes dados a logradouros públicos, etc.”, exemplifica. “A sociedade curitibana, como bons brasileiros, aceita e trata bem todos os (as) negros (as) desde que eles (as) estejam no seu lugar, ou seja, na senzala, no mocambo e na ordem, nunca na casa grande, no sobrado ou no progresso”, diz.
A opinião é partilhada pela socióloga Marcilene Garcia de Souza, diretora licenciada do Ipad Brasil (Instituto de Pesquisa da Afro descendência), para quem o discurso de harmonia racial, que contempla poloneses e japoneses, não funciona em relação aos negros, que não têm sua história nem importância reconhecidas. Mais: a socióloga observa que paira na cidade a idéia de que os negros que vivem aqui são originários de outras regiões do país, sinal do desconhecimento sobre o passado local de escravidão – e seus descendentes.
Essa noção de invisibilidade, até certo ponto, reflete a distribuição da população negra pela cidade. Segundo Marcilene, os negros foram, historicamente, relegados às regiões periféricas da capital e à região metropolitana, em nome de uma estratégia europeizante de construção da identidade local. “O primeiro mundo acaba a 15 minutos do centro”, ironiza. “Os bairros com maior incidência de negros são aqueles com menor IDH [índice de desenvolvimento humano] e mais vulnerabilidade.”
As pesquisas sociodemográficas apontam para uma situação de desvantagem dos negros tanto em relação ao acesso à educação quanto à renda. A porcentagem de alfabetizados entre os pardos (63%) e pretos (53%) é menor do que a média geral da população da grande Curitiba (70%). A diferença cresce quando se trata de quem tem curso superior completo. Ao todo, 5% da população concluiu o terceiro grau, mas só 1,3% dos pardos e 0,8% dos pretos conseguiram o diploma, segundo o IBGE. Comparados brancos e negros, os primeiros têm em média 9,3 anos de estudos, enquanto pretos e pardos têm 7,4 anos.
“Jovens negros e negras são obrigados a interromper os estudos porque têm que trabalhar e, quando conseguem se manter estudando, têm seu desempenho, por vezes, prejudicado pelo tipo de trabalho que possuem”, analisa Hilton Costa. Há mais fatores em questão: a qualidade baixa da educação à qual têm acesso e a ausência de referências. “A maioria das famílias negras não tem um integrante que tenha cursado o ensino superior”, lembra Marcilena. Falta, então, o exemplo e o incentivo em casa.
Nível menor de instrução se reflete diretamente em renda mais baixa. O salário-médio dos negros é de R$ 677,00 o que corresponde a 60,5% do salário dos brancos (R$1,12 mil), de acordo com dados de 2006 do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A defasagem é verificada inclusive quando se comparam negros e brancos com o mesmo grau de instrução, em todas as áreas de atividade.

“Negros têm que enfrentar situações limites para atingir posições melhores de trabalho e, quando conseguem, não podem cometer o menor equívoco, sob pena de serem imediatamente acusados de 'estarem no lugar errado'. E aí verificamos que existe na nossa sociedade um lugar para as pessoas negras: as posições de trabalho de maior esforço físico, maior periculosidade e menor rendimento”, afirma Costa.

A conclusão é do sociólogo: “Muitas pessoas negras percebem desde muito cedo que devem fazer qualquer coisa muito melhor que as demais para serem aceitas”.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SEXTA-FEIRA: 13 VERSOS SOBRE AMOR




I CORINTIOS 13




1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.


2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.


3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.


4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece,


5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal;


6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;


7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.


8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;


9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.


10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.


11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.


12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.


13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PACIÊNCIA EM FALTA



Por: Rosely Sayão







A ideia de ter filhos hoje é absolutamente sedutora. Tornar-se mãe ou pai é um fato que nunca pareceu tão importante porque é visto como modo de se realizar, de se completar, de cumprir uma missão importante. Não é à toa que tantas mulheres recorrem a procedimentos médicos diversos para conseguir engravidar. Definitivamente, consumimos a ideia de que ter filhos é fundamental.

O período de gestação é cercado de acontecimentos que se parecem com pequenas festas para os futuros pais. Compras dos mais variados tipos, durante meses consecutivos, são consideradas indispensáveis: além do enxoval para o bebê, há as vestimentas para a futura mãe, que, em geral, não vê a hora de exibir sua condição. Aliás, um bom exemplo de como exibir a gravidez é tão importante quanto estar grávida são as entrevistas, as fotos e o modo de se apresentar de artistas que esperam um filho. Além das compras, são contratados vários prestadores de serviços e um aparato médico-hospitalar que inclui muitos exames -e não me refiro aqui ao essencial, que constitui o pré-natal.

Depois do nascimento, a cortina desce progressiva e vagarosamente e o clima de festividade cede espaço à realidade: ter filhos, o que exige cuidar deles e educá-los, dá trabalho. Um trabalhão, por sinal. Nos primeiros anos, são noites maldormidas, trabalho braçal árduo, atenção constante e o contato com um universo radicalmente diferente do nosso: o mundo da imaginação e da fantasia. Além disso, ensinar a criança a estar com os outros não é tarefa simples porque os pequenos não se controlam e, portanto, por mais que entendam as ordens e orientações dos pais, precisam ser seguidos de perto e contidos sempre.

Na segunda parte da infância, os pais precisam começar a exercitar o desprendimento em relação aos filhos, já que eles precisam crescer e a vida escolar é o campo onde isso ocorre de modo privilegiado. Na adolescência, os pais são testados continuamente e não podem abandonar seu papel até que o filho amadureça, de preferência como uma pessoa de bem, para viver por conta própria.

Todo esse processo exige, mais do que qualquer outra coisa, muita paciência. Aliás, creio que essa seja a virtude mais necessária a quem tem filhos. E, do mesmo modo, a que tem estado mais em falta atualmente.

Os pais têm tido pouca paciência com as manifestações próprias da criança pequena, com o crescimento do filho -que tem um ritmo próprio-, com as contestações dos adolescentes. Acreditam que os filhos os fazem insistir demais nas mesmas coisas.

Pois os pais precisam saber que, por mais ou menos 18 anos, irão repetir as mesmas coisas. "Ainda não" e "agora chega" condensam as mais importantes repetições; mudam apenas os conteúdos delas, de acordo com a idade dos filhos.

Os pais não podem dizer que não têm paciência no exercício de seu papel. Quem tem filhos precisa desenvolver essa virtude a qualquer preço. Sem ela, os mais novos ficam na situação de órfãos de pais vivos.

Rosely Sayão é psicóloga e consultora educacional, tem mais de 30 anos de experiência em clínica, supervisão e docência. Foi colunista dos jornais Folha de S.Paulo (caderno Folhateen) e Notícias Populares e, desde 2000, escreve para o caderno Equilíbrio, também da Folha. Autora de diversos livros, Rosely Sayão presta consultoria em empresas e escolas, dissertando sobre cidadania e sobre educação de crianças e de adolescentes.
Atualmente é colunista no BandNews FM e da seção Sexoteen, do UOL.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DOUGLAS, NÃO VEJO A HORA!






"Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas." Eclesiastes 11:05
Dia 20 de outubro de 2009 fiz o 3° Ultrassom Obstétrico, dessa vez o Morfológico que é para saber se está tubo bem com o bebê. É um exame demorado, detalhado onde a Dra. verifica desde o peso e comprimento,os órgãos internos e toda a estrutura óssea; deixando de lado os termos e detalhes técnicos, como mãe eu fiquei somente com uma frase dela no final: Teu bebê tirou nota dez em todos os quesitos! Só o osso nasal que está abaixo do tamanho normal mas, segundo ela nada que preocupe pois é normal por causa da ascendência negra, portanto não há risco de problemas genéticos suspeitos de sindrome de Down. A cada dia a medicina evoluiu, nossas mães não experimentaram essa tecnologia que já me levou às lágrimas ao ver o bebê em todo o seu movimento, brincando com as mãoszinhas, chutando (acho que é aí que começa o amor pelo futebol, rsrsrs!) Bem com 22 semanas e 6 dias, pesa 450 gr e tem 27 cm, mas é incrível ver o coração batendo a 137 bpm os rins e estômago fazendo seu trabalho mesmo que seja só do líquido que o bebê ingere. É realmente impressionante!
Mas lendo a palavra encontrei este versículo que coloquei no início. A medicina mostrou-me toda a estrutura do bebê, mas não me disse como é que tudo se formou, não tem como imaginar tal a grandeza, assim também são as obras de Deus, eu sei tive uma experiencia quando minha filha adoeceu derrepente no ano de 2007 de lá até 2008 teve 6 internamentos, por causa da Síndrome Nefrótica, perdi a conta de exames de sangue que ela já fez, comprimidos como o Micofenolato de Mofetila e corticóides tornaram-se normais, hidrocloratiazida para normalizar a pressão que era de 15/09, fora os complexos vitamínicos, remédios como o Sinvastatina para controlar o colesterol dela que pasmem: chegou a mais de 900. Perguntei várias vezes para a Nefropediatra a causa e ela nunca soube me dizer, apenas que pode acontecer por: 1° pode ser emocional (concordo pois fazia 7 meses que ela havia perdido o avô), 2° poder ser viral (gripes, amigdalite) mas isso também ela teve, ou porque as crianças com ascendência negra são mais propensas... Nunca afirmou nada, e quando minha filha foi a cada dia melhorando a ponto de abondonar a maioria dos medicamentos que tomava, ela também ficou sem explicação, segundo ela minha filha era Nefrótica crônica, ou seja tinha risco de evoluir insuficiência renal crônica, e aí segundo a Dra. teria que optar por procedimentos como diálise ou hemodiálise, mas, como ela não sabe as obras de Deus que faz todas as coisas não consegue entender. Eu sei: é a mão de Deus, grandiosa em todas as suas obras que a curou, sim posso afirmar, atualmente a Dra. mantem apenas 30 mg de corticóides em dias alternados, alegando que pode ter recaída. Creio que não terá mais recaídas pois meu Deus é maior que tudo é o dono de tudo e é o criador de todas as coisas. Li uma frase de opinião do Bispo Edir Macedo em seu blog pessoal:
"Não consigo enxergar o nascimento de uma criança como fruto da mão de Deus" , absurdo para mim, pois claro que sei que a relação de homem e mulher é que gera uma criança, mas eu vejo a mão de Deus no nascimento no crescimento sim, principalmente quando assisti o testemhunho de Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto, mas aí já é assunto para um outro post. Abraços da futura mamãe do Douglas! Parto previsto para 19 de fevereiro de 2010, não vejo a hora.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PARABÉNS PROFESSORES!



"Nossa gratidão àqueles que fizeram do magistério um ideal, mesclando a arte de ensinar com o dom da convivência, tornando-se nossos amigos e transmitindo suas experiências que grandemente ajudaram na nossa formação."


Autor: (Desconhecido)

"Àqueles que quando deveriam ser simplesmente professores, foram mestres, nos transmitindo seus conhecimentos e experiências; que quando deveriam ser mestres foram amigos e em sua amizade nos compreenderam e nos incentivou a seguir nosso caminho, expressamos os nossos maiores agradecimentos e o nosso profundo respeito, que sempre serão poucos diante do muito que foi oferecido."

Autor: (Desconhecido)