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sábado, 14 de agosto de 2010

OS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE



Quando a mulher está grávida o simples ato de caminhar significa uma movimentação de corpo inteiro para o bebê que, mesmo sem mexer as perninhas já “anda junto” com a mãe desde o início da existência. E não é só isso. A contração dos órgãos dela ao fazer a digestão e desempenhar outras funções tão comuns ao dia-a-dia de qualquer ser humano representa para o bebê um remelexo todo especial e, acredite, tudo tem um ritmo.

Resultado: ele se acostuma a quase sempre estar em movimento. Por isso mesmo é que se torna uma de suas únicas garantias na vida, certo? A ironia é que o bebê dorme enquanto a mãe se movimenta e acorda na hora em que ela para para dormir. Aí quem começa a se mexer é ele. Como o feto alterna momentos de vigília e descanso, pode ficar tranquila, uma hora ele dorme. E ao longo do tempo, dá até para se acostumar a dormir com ele se mexendo
mesmo. Se ele está “dançando” lá dentro é porque está tudo bem. Mais um motivo para ficar despreocupada e dormir muito bem. Para completar, quando o bebê se movimenta com a mãe ele também aprende a brincar de se mexer sozinho. É por isso que lá pelos cinco meses de gestação ele começa a se movimentar dentro da barriga. E isso inclui o pacote completo: ele mexe todos os dedos, a boca, as pernas, os braços, a língua e até anda!

Depois que o bebê nasce a dança continua. Segundo a psicóloga Eliana Pommé, o embalo é algo instintivo para as mães, e funciona muito bem. É que o bebê associa a sensação do movimento ritmado ao sentimento de calma que isso provocava nele lá dentro do útero.

Pensando na importância do colo, foi criada a Slingada. O evento surgiu no grupo de apoio à amamentação Matrice e é uma reunião de mães, pais e cuidadores que desejam aprender a usar o sling e outros tipos de carregadores de bebê. A ideia é criar um colo fixo e ficar com o bebê sempre junto ao corpo, aproveitando o "gingado" natural do corpo da mãe.

O ATO DE EMBALAR É PARTE DA TRANSIÇÃO DO MUNDO INTRAUTERINO PARA O MUNDO EXTERIOR. “O TOQUE AMOROSO ESTIMULA A MOTRICIDADE DA CRIANÇA, SEU DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL, INTELECTUAL E PSICOLÓGICO” explica Eliana. Ela necessita do contato com a pele da mãe para associar a vida fora do útero a tudo que lhe é familiar e que envolve, principalmente, o corpo da mãe, o cheiro dela, o calor que ela emana... Claro que o embalo tem ser suave, não adianta balançar a criança freneticamente num momento de desespero em busca do sono perdido. Mãe e bebê tem estar envolvidos, curtindo a “dança”. Além de fazer bem para o seu filho, cria um momento especial entre vocês, que se movem em uma só canção.

Consultoria: *Eliana Pommé, mãe de Luana, Naila e Petrus, psicológa, psicoterapeuta, especialista em gestação, parto e pós-parto e relação mãe e bebê,

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